Foi na terceira ida ao Salgado Filho, na região norte de Santa Maria, que tivemos a oportunidade de ouvir o desabafo de uma moradora que vive há mais de duas décadas no bairro. É que, assim como em outras comunidades de outras regiões do município impactadas pela violência, no Salgado Filho, quando o assunto é segurança, impera a lei do silêncio. Com medo de sofrerem represálias, moradores se calam diante de ameaças explícitas ou veladas de assaltantes e de traficantes. A opinião pode não ser a mesma de todos que vivem nas cinco vilas do bairro, mas a insegurança é uma realidade vivida pela maioria das pessoas ouvidas pelo Diário nos Bairros Eleições 2016.

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A voz, que representou o que muitos disseram extraoficialmente, veio da doméstica Andréia de Oliveira Bicca, 46 anos. Questionada sobre qual era a maior necessidade no lugar, a moradora não titubeou:
– Estamos precisando muito mais de segurança. Andam arrombando casas por aqui, assaltando, matando. É drogado para lá e para cá. É bem calmo aqui de dia, mas de noite, a gente não dorme, preocupada. A segurança é só Deus para nós. Temos de colocar mais chaves nas portas, grades pelo lado de fora e por dentro.
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Caminhando pelas ruas das cinco vilas que compõem o bairro – Norte, Kennedy, Nossa Senhora do Trabalho, Salgado e Brasília – as pessoas contam que é preciso `fazer a política da boa vizinhança se não quiser ter problemas.¿
– A gente sabe quem são. Cumprimentamos e tal, mas são eles lá e a gente aqui, e só – relatou um morador que prefere não ter a identidade revelada.
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